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Parece estranho, mas muito importânte!!!

Todo bebê deve dormir de barriga para cima, ao contrario do que nossas mães e avós sempre disseram.

Antes de obedecer procurei o pediatra, e ta tudo confirmado!!!!

Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) participam da iniciativaDirigentes da pastoral da Criança lançam nesta segunda-feira (22), em Curitiba, a campanha “Dormir de Barriga para Cima é Mais Seguro”, com o objetivo de orientar a sociedade sobre a melhor maneira de colocar os bebês para dormir.

Dormindo de barriga para cima, o risco de o bebê sofrer morte súbita é reduzido em mais de 70%, conforme atestam pesquisadores do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e campanhas recentes divulgadas nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Segundo a pastoral da Criança, a morte súbita é uma das maiores causas de óbito entre bebês de até um ano de idade. Muitas vezes ela acontece porque o bebê está deitado em uma posição que o faz respirar parte do ar que deveria ser eliminado. De barriga para cima, o bebê tem menos chances de se sufocar ou se asfixiar – mesmo se for vomitar, sua reação natural será tossir, chamando a atenção dos pais.

 

fonte:abril

Para o bebê, dormir é muito mais que apenas descansar pois é durante este período que seu cérebro termina de amadurecer e o corpo cresce em um ritmo mais acelerado. Veja as dicas para tornar as noites mais tranqüilas

Que o sono é importante para o bebê ninguém duvida. Criança descansada é bem humorada e ativa. A que está fatigada fica irritadiça ou apática. Mas a importância vai muito além disso. É durante o sono que o cérebro armazena os novos conhecimentos. Uma prova disso é que os recém-nascidos passam 55% do período em que estão dormindo na fase do sono conhecida como REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos), quando a memória e o aprendizado se fixam. Nos adultos, essa fase dura apenas 25% do sono. Bebês que não dormem bem podem ter dificuldade de assimilar conhecimentos no futuro. Além disso, é durante o sono, principalmente aquele do início da noite, que o organismo libera uma quantidade maior de hormônio do crescimento. “Criança com problemas graves para dormir podem ficar com um estatura menor”, diz o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas, especializado em sono.
Por isso, é fundamental garantir que o bebê e a criança tenham boas noites de descanso, além de alguns cochilos diários, que diminuem de acordo com a idade. É importante entender como funciona o sono do pequeno, que passa por cinco mudanças marcantes: 1) seis semanas, quando ela começa a esticar a dormida da noite; 2) 12 a 16 semanas, quando os cochilos do dia se regularizam; 3) nove meses, quando o bebê pára de acordar à noite para mamar e passa a tirar apenas dois cochilos por dia; 4) 12 a 20 semanas, quando desaparece o cochilo da manhã; 5) e aos 3 ou 4 anos, quando as sonecas da tarde deixam de ser tão comuns.

Tempo médio de duração do sono

Idade • Sono noturno • Sono diurno • Sono total

1 mês • 8,5 horas • 7 horas (3 cochilos) • 15,5 horas

3 meses • 10 horas • 5 horas (3 cochilos) • 15 horas

6 meses • 11 horas • 3 horas (2 cochilos) • 14 horas

9 meses • 11 horas • 3 horas (2 cochilos) • 14 horas

12 meses • 11 horas • 2 horas (2 cochilos) • 13 horas

18 meses • 11 horas • 2 horas (1 cochilo) • 13 horas

2 anos • 11 horas • 2 horas (1 cochilo) • 13 horas

3 anos • 10,5 horas • 1 hora (1 cochilo) • 11,5 horas

É lógico que isso pode ter algumas variações, assim como na quantidade de horas dormidas (veja o quadro). Mas o ideal para o desenvolvimento da criança é que não fuja muito do padrão. Não há consenso entre os pediatras e os estudiosos sobre a melhor forma para fazer com que o pequeno durma a noite toda. Basicamente, há duas correntes: uma delas prega que o bebê, a partir dos 3 meses, deva adormecer sozinho no berço e no quarto (veja boxe). Outra corrente afirma que a mãe deve atender aos pedidos de companhia mesmo à noite, desde que isso não se torne uma rotina estressante para nhenhum dos dois. Selecionamos 26 dicas para ajudar a melhorar o sono do bebê que valem para pais que pretendem seguir tanto a primeira quanto a segunda corrente.
1. Com 2 meses de idade o bebê começa a aprender a diferença entre dia e noite. Para ajudá-lo nessa diferenciação, deixe o quarto iluminado e mantenha os ruídos normais da casa durante os cochilos diurnos. À noite, escureça tudo e reduza o barulho.

2. Evite acordar o nenê. A descontinuidade do sono não é saudável.

3. Não se iluda achando que, se a criança não dormir durante o dia, vai repousar melhor à noite. Quando ela puxa os cochilos diurnos, fica extremamente cansada, o que acaba atrapalhando o sono noturno. A soneca deve ter no mínimo uma hora. Do contrário, o ciclo do sono fica incompleto e a criança acaba mais estressada.

4. Aprenda a conhecer os sinais indicativos de que seu filho está começando a ficar sonolento. Muitos esfregam os olhos, coçam a orelha, ficam com o olhar parado, ou irritados. É esse o momento exato de levá-lo para o berço ou para a caminha. Não deixe que fique cansado demais pois a irritação compromete o adormecer.

5. O ideal é que o filho durma sozinho, sem sua ajuda. Para isso, coloque-o no berço enquanto estiver sonolento, mas ainda acordado.

6. O recomendado é que a criança vá dormir entre 20 ou 21 horas, quando o organismo começa a produzir substâncias que induzem ao sono como a melatonina. “Muitas vezes os pais chegam do trabalho e querem brincar com a criança. Tudo bem se esse horário se estender um pouco, desde que seja o mesmo todas as noites”, aconselha a pediatra Ana Maria Escobar, do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

7. Faça com que o pequeno tenha muita atividade física durante o dia, brinque, nade, corra, no caso dos maiorzinhos. Se ficar o dia todo na frente da televisão não estará cansado na hora de dormir.

8. Crie uma rotina de sono, ou seja, coisas que você realiza sempre antes de colocá-lo para dormir à noite. Por exemplo: faça uma massagem, dê um banho, a mamadeira, escove os dentes, embale o nenê e coloque-o no berço.

9. Para as crianças que estão na fase oral, que vai até cerca de 2 anos, a chupeta pode funcionar como um calmante, embora alguns especialistas acreditem que ela pode atrapalhar na amamentação. “Não vejo esse risco; eu libero meus pacientes para que usem a chupeta”, afirma Ana Maria Escobar.

10. Passe a usar fralda noturna, que dura até 12 horas sem vazar. Assim não é preciso trocá-la durante a noite, correndo o risco de acordar o bebê. Use uma boa pomada para prevenir assaduras.

11. Deixe uma luz bem fraquinha acesa no quarto do bebê. Assim, quando ele acordar no meio da noite e você for ao seu encontro poderá cuidar dele sem iluminar demais o ambiente.

12. Preste atenção na temperatura do quarto e na quantidade de cobertores no berço. O ambiente ideal deve estar entre 18°C e 22ºC. Cuidado para não superaquecer o nenê.

13. Nos dias frios, coloque um pijama mais quente no bebê e menos cobertores. Mesmo que se descubra durante a noite, não sentirá frio.

14. Evite deixar que, durante o dia, a criança durma longos períodos no colo. Isso pode causar dependência e ela vai se recusar a ir para o berço à noite.

15. Cerca de uma hora antes do horário em que o pequeno dorme normalmente, comece a acalmá-lo. Evite brincadeiras agitadas, use uma luz menos intensa, fale baixo.

16. Quando o nenê acordar à noite, vá até o quarto calmamente, mas não converse muito com ele. Isso pode despertá-lo ainda mais.

17. Enquanto dormem, os bebês podem emitir alguns choramingos. Não vá ao quarto correndo ao primeiro sinal de movimento, espere para ver se ele continua adormecido.

18. “Evite tirar o bebê do berço durante a noite mesmo que ele acorde. Tente confortá-lo lá mesmo”, aconselha o neurologista Rubens Reimão.

19. Todos os nenês passam por fases de sono mais leve durante a noite e, muitas vezes, chegam a acordar e ficam com medo por estarem sozinhos. É preciso que aprendam a dormir por conta própria. Para ajudá-lo, durante o dia afaste-se por alguns minutos, vá para outro cômodo da casa, mas continue falando com ele ou cantando. Assim ele vai perceber que, embora não possa vê-la, você está por perto.

20. Para algumas crianças, um bicho de pelúcia, um travesseiro ou uma fralda de pano ajudam a acalmá-las à noite. É o que os psicólogos chamam de objeto de transição. Sua função é suavizar a sensação de separação dos pais na hora de ir para a cama, transmitindo calor, conforto e segurança

21. No caso de bebês que consomem outros alimentos além do leite materno, evitar achocolatados à noite. O chocolate, por ser estimulante, pode comprometer o sono.

22. Quando a criança é um pouquinho maior, com cerca de 18 meses, pode resistir mais à idéia de ir para a cama. Faça com que ele participe da decisão de dormir com perguntas como: “Você quer deitar-se agora ou daqui a cinco minutos?” “Que história quer que eu conte?” “Que pijama você quer vestir?”

23. Não deixe brinquedos no berço para que, se ele acordar à noite, não fique tentado a brincar.

24. Depois de uma certa idade, entre 6 meses e um ano, a criança tem um relógio biológico muito definido. “Por isso, não adianta colocá-la para dormir mais tarde na esperança de que ficará um pouco mais na cama pela manhã. Isso só vai fazer com que durma menos”, lembra Rubens Reimão.

25. No caso do início do horário de verão, ou sempre que tiver de mudar a hora em que o bebê vai dormir, comece a colocá-lo na cama cinco minutos mais cedo (ou mais tarde) a cada dia. Assim ele terá cerca de duas semanas para se acostumar sem uma mudança brusca.

26. Se a criança já tomar papinha, sirva o jantar até duas horas antes do horário de dormir para que a digestão não atrapalhe o sono. E, antes de ela deitar, ofereça leite para que não sinta fome à noite. Mas não se esqueça de limpar e escovar seus dentinhos e gengivas para evitar cáries

Para quem tem sangue frio

Alguns pediatras pregam que a criança deve aprender a adormecer sozinha (a partir dos 3 meses), mesmo que isso implique em longos períodos de choro. É a garantia de que o pequeno vai dormir a noite toda. Aprenda como é a técnica:
• Coloque o bebê sonolento, mas ainda acordado, no berço. Se ele chorar, espere cinco minutos antes de voltar ao quarto. Mas fique apenas alguns segundos, nem toque nele, diga “mamãe está aqui, volte a dormir”, e saia.
• Se ele ainda continuar chorando depois de dez minutos, volte, fale com ele e saia novamente.
• Retorne ao quarto a cada quinze minutos até que ele pare de chorar e durma.
• Repita a técnica sempre que o bebê acordar à noite e por quantas vezes seja necessário até que ele aprenda a dormir sozinho.

FONTE: Meu Nenê Online

Sono de Bebê15 truques comentados para fazer as crianças dormirem

Alimentar enquanto dorme
Embora muitos pais recorram às mamadeiras noturnas como estratégia para que a criança não desperte, há muitas ressalvas à alimentação durante o sono. “Durante os primeiros meses, o aleitamento materno não tem hora. A partir dos seis meses, a criança já vai deixando de acordar toda hora. Alimentá-la para que adormeça pode até fazer com que fique obesa”, alerta Isabel Madeira, pediatra do departamento de pediatria ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria.

De acordo com Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, coordenador de neonatologia do Hospital da Vila Alpina, em São Paulo, nos recém-nascidos, não há relação entre a amamentação durante o sono e a incidência de problemas digestivos. “O que ocorre é que, se o bebê for alimentado deitado, pode entrar leite na tuba de Eustáquio (canal que liga o ouvido médio a boca), gerando otite. Se a alimentação é feita com leite materno, a tendência é que não haja infecção, mas pode acontecer.”

Balançar
Cadeira de balanço, rede, voltas no carrinho. Percebendo que o movimento adormece as crianças, há quem leve o pequeno para uma volta de carro para rendê-lo. “Balançar não é recomendado, é um condicionamento ruim para a criança. Recorre ao sono induzido pelo sensor do movimento, então, quando desativa-se esse sensor, ela acorda. Não é recomendado balançar no carrinho nem dar uma volta de carro para que a criança durma”, ensina Márcia Pradella-Hallinan, neuropediatra coordenadora do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp.

“Balançar é ninar. Para a criança é aconchegante, é gostoso, mas é um erro. A criança deve deitar na cama e lá receber os carinhos da mãe. Não recomendo que balance nunca porque a criança quer cada vez mais. Tenho pacientes que sobem e descem no elevador até a criança adormecer. Não faz sentido”, analisa Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São camilo, em São Paulo

Banhos de imersão
Além de ser uma medida obviamente relaxante, os benefícios de um banho quente e sua contribuição a uma boa noite de sono têm explicação científica. “A água quente promove uma vasodilatação e uma queda de pressão. Se feito em uma banheira proporcional ao tamanho da criança e casado com a massagem, é uma estratégia muito eficiente. Com ervas é ótimo porque o cheiro é relaxante também”, comenta a pediatra Suzana Altikes Hazzan.

Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, que desenvolveu um programa de banhos de imersão para prematuros, diz que a melhor hora para dar o o banho é imediatamente antes de a criança ir para a cama. “O efeito é imediato. Muitas vezes elas chegam a dormir durante o banho”, conta.

Bichinhos
Muitas mães oferecem um brinquedo –um boneco ou um urso, por exemplo– para que a criança leve para a cama. “Esse bonequinho é recomendado a partir dos 5 meses. A literatura médica chama-o de “objeto de transição”. O melhor é que sejam laváveis e sem pêlos. A criança pode chamá-lo por um nome e se sentir responsável por levá-lo para dormir. Não tem de ter pressa de tirar, mas a regra deve de ser clara: usar só para dormir”, diz a neuropediatra Márcia Pradella-Hallinan.

“Pode até ser uma fraldinha de pano, qualquer objeto que passe a ter um significado afetivo. É como se o objeto fosse a concretização de uma afetividade: nele está a representação do amor dos pais, por exemplo, a tranqüilidade de que eles estão por perto, de que ela não está sozinha. Este objeto ajuda a criança a se sentir mais segura para enfrentar algumas situações como dormir sozinha”, comenta a psicóloga Natércia Tiba.

Canções de ninar
“Cantar é ótimo. Para os pequenos, a técnica mais recomendada é o canto. E o ideal é que seja sempre a mesma música. A criança associa tanto a música aos sono e à hora de dormir que começa a fechar os olhos antes de a música acabar. Da música passa-se à leitura de histórias, que têm mais impacto nas crianças maiores”, ensina Márcia Pradella-Hallinan.

Além da cantoria da mãe ou do pai, vale recorrer a CDs com músicas de ninar ou sons relaxantes. “Isso é correto e usado até nos berçários de hospitais para aclamar os recém-nascidos. Acostumar a criança a ouvir um disco e segurar na mão do adulto por alguns minutos enquanto ela está deitada é um segredo para um sossego”, comenta Hamilton Robledo.

Chá de camomila
Geração após geração, a receita de avós e bisavós continua muito popular entre as mães. Mas, para os médicos, a ingestão de um líquido morno é mais calmante do que os princípios da camomila. “Na verdade, ingerir qualquer líquido quente relaxa. Tenho dúvidas sobre o poder calmante da camomila. Dependendo da idade da criança, oferecer o peito basta. Para as maiores, pode ser um chá ou qualquer outro líquido quente. Vale lembrar que chás açucarados são altamente cariogênicos [provocam cáries]. O ideal é oferecê-los sem açúcar”, diz a pediatra Suzana Altikes Hazzan.

Deixar chorar
Há quem defenda criança seja colocada no berço e deixada chorando. A opção é polêmica. A partir dela, o pediatra norte-americano Richard Feber, professor da universidade Harvard, desenvolveu um método de retornos programados ao quarto que ensina a criança a dormir sozinha em três dias. No primeiro dia, a mãe deixe deixar a criança no quarto durante 15 minutos sozinha e só depois ir até ela. No segundo dia, o tempo sobre para 20 minutos e, no terceiro dia, para 30.

“Deixar chorar é necessário às vezes, mas não deve ser drástico. A criança pode associar que dormir é algo muito ruim e tudo vai se tornar cada vez mais difícil. Porém, os pais não devem ir até a criança já no primeiro choro. Se ela se desesperar, vale ir lá e acalmar um pouco. O que não pode é deixar a criança chegar ao ponto de perder fôlego ou vomitar”, explica Márcia Pradella-Hallinan.

 

Bebê dormir com os Pais

Deixar que a criança durma com os pais
Muitas crianças manifestam a preferência de dormir com a mãe, com o pai ou com ambos. “Na nossa cultura, deixar que a criança durma com os pais é desaconselhável. Há muitos estudos nesse sentido, principalmente americanos, pois lá nota-se um aumento da incidência do que eles passaram a chamar de “co-sleeping”. Há dados que confirmam que, apesar de a criança parecer dormir melhor na cama dos pais, a arquitetura do sono fica prejudicada, isto é, a qualidade do sono é pior”, diz a pediatra diz Eduardina Telles Tenenbojm, psicoterapeuta e doutoranda em ciências no departamento de neurologia clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

 

 
Ler livros e contar histórias
A leitura de histórias é uma das técnicas mais populares entre os pais. O ideal é que, antes de dormir, sejam lidos livros infantis, mas as histórias narradas às crianças também podem ser inventadas. A leitura deve acontecer na cama da criança, ou antes de ela ir para cama. Nunca na cama dos pais.

“Ler é uma técnica benéfica e um momento de aproximação entre os pais e filhos e pode ser parte do ritual para adormecer. É ainda uma forma de introduzir o hábito da leitura, que caiu em desuso entre os adolescentes”, diz Eduardina Telles Tenenbojm.

Levar à exaustão
Muitas vezes as horas que antecedem o sono são aquelas em que as crianças manifestam comportamento mais agitado. A impressão que dá é que o pequeno não se rende ao sono e busca brincar até ficar exausto. “O correto é que a criança tenha momentos reservados à prática de atividades físicas durante o dia, preferencialmente durante a tarde. E que, o quanto antes, perca o hábito de dormir durante o dia. Depois de 4 ou 5 anos, a criança não precisa mais fazer a sesta. À medida que for chegando a hora de dormir, o certo é desacelerar. O ritual do sono deve ser tranqüilo”, observa Isabel Madeiram.

Luz acesa
Por medo, algumas crianças se recusam a dormir no escuro. Para os especialistas, luz apagada é a maneira mais adequada de relaxar, porém é preferível que a criança durma com a luz acesa a dormir na cama dos pais. “No hospital, temos usado luzes azuis, que têm efeito relaxante, para acalmar recém-nascidos hiperativos. Essa estratégia pode ser adotada em casa também”, afirma o pediatra Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa. Ele ressalta que é necessário que os pais investiguem as razões do medo do escuro. “Esse é um sintoma que pede atenção. Afinal, quem são os fantasmas que estão ali? Podem até mesmo ser pessoas conhecidas das crianças”, observa.

Márcia Pradella-Hallinan concorda. “Os medos podem vir de coisas trazidas de escola e se manifestarem à noite. Então é necessário desviar a atenção da criança para uma coisa positiva e desassociar o sono de medo”, acrescenta.

Manter uma rotina fixa
“Organizar a rotina fixa de sono com horários e práticas repetidos diariamente é a regra de ouro. As crianças são bastante sensíveis aos rituais, às coisas que se repetem. A repetição é tranqüilizadora para a criança porque ela reencontra o “conhecido”. Isso facilita a indução ao sono”, diz a pediatra diz Eduardina Telles Tenenbojm.

O ideal é que o ritual do sono seja iniciado cerca de uma hora antes de a criança ir para a cama e que nele sejam cumpridas todas as tarefas que evidenciam que o momento do repouso se aproxima: tomar a mamadeira, escovar os dentes, pôr o pijama, deitar-se com seu urso. Essas tarefas devem ser repetidas diariamente nos mesmo horários.

Óleo de lavanda
Há quem creia que óleo essencial de lavanda ajuda combate a agitação noturna de bebês e crianças. “Basta pingar uma gota de óleo num paninho ou num travesseirinho e posicioná-lo no berço de forma que a criança deitada receba o aroma. O melhor é evite o contato direto do óleo com a pele para não provocar irritações. Em alguns minutos, a inquietação e a insônia melhoram”, diz Cristina Baumgart, vice-presidente do Kyron Spa e mãe de dois meninos.

“Não acho que tenha efeito nenhum. Na verdade, é algo que a mãe passa a fazer como parte da rotina de dormir, e é o estabelecer dessa rotina que ajuda os bebês”, comenta a pediatra Suzana Altikes Hazzan.

A terapeuta corporal Alice Keiko’s Fujiura diz que óleos essenciais puros são muito fortes para a pele do bebê. “Devem ser diluídos em óleos vegetais como o de gergelim e o de semente de uva.”

Pôr em frente à TV
O hábito dos adultos de pegar no sono assistindo TV é cada vez mais repassado para as crianças. Mas especialistas alertam que o costume não é recomendado. “Na verdade, o mundo da criança deve ser o mínimo condicionado possível à televisão. E, diferentemente do que ocorre com os adultos, a televisão pode não ser sinônimo de relaxamento para a criança. Se o programa for agitado ou muito interessante, por exemplo, ela não vai querer dormir. Além disso, essa será mais uma criança que precisa de TV no quarto, fato que causa isolamento e desagrega a família”, diz Isabel Madeiram.

Shantala
A técnica indiana de massagens para bebês se tornou muito popular nos países do ocidente. Paralelamente, outras técnicas de massagem para bebês surgiram por aqui. Para a pediatra Suzana Altikes Hazzan, massagear é uma técnica fundamentada. “É positivo. Relaxa a criança e ajuda-a a ficar tranqüila. Além disso, o contato com a mãe promove a segurança dos bebês”, explica. Mas ela alerta que é importante adquirir domínio da técnica e não forçar caso o bebê não seja receptivo. “Se a mãe começa devagarinho, de modo delicado, a tendência é o bebê aceitar. Entretanto, se ele não aceitar e ficar chorando, o melhor é não forçar”, diz Hazzan.

“‘Para massagear bebês, antes de começar, é preciso preparar um ambiente tranqüilo. Todos os movimentos devem ser muito suaves e é preciso usar óleo vegetal em abundância. A idéia é que as mãos escorreguem e não que exerçam pressão como no shiatsu”, diz Alice Keiko Fujiura.

Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br


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