Com que frequência devo trocar a fralda do bebê?

É importante trocar a fralda do bebê várias vezes ao dia, porque o acúmulo da urina e a presença das bactérias nas fezes podem irritar a pele e provocar assaduras.

A regra geral é fazer a troca a cada mamada, antes ou depois dela, dependendo do que funcionar melhor para vocês, e sempre que o bebê tiver feito cocô.

Se seu filho for daqueles que regurgita bastante, ou tiver refluxo gastroesofágico, procure não trocar a fralda logo depois da mamada, porque toda a movimentação pode aumentar a regurgitação.

Nesse caso, capriche na pomada antiassadura e espere mais um pouco para trocá-lo, mesmo que ele tenha feito cocô.
O esquema de troca a toda mamada não vale para a noite, porque é melhor deixar o bebê dormir (a menos que fralda tenha vazado e a roupa esteja molhada, ou que ele tenha feito cocô e estiver com a pele irritada).

Os bebês fazem cocô várias vezes por dia, e fazem xixi de hora em hora, ou em intervalos de no máximo três horas. (Leia mais sobre o cocô do bebê, para saber o que é normal e o que não é.) Nem toda criança reclama quando está molhada, por isso não espere o bebê se queixar para trocá-lo.

As fraldas descartáveis costumam absorver bem a umidade, por isso é difícil avaliar se elas estão cheias de xixi ou não. Experimente colocar o dedo (limpo) dentro da fralda mais ou menos a cada duas horas, para ver se ela não está molhada demais. Ou sinta se a fralda parece “pesada”.

Do que vou precisar a cada troca de fralda?

Antes de começar, lave bem suas mãos e veja se tem à disposição tudo o que vai precisar:

• Um lugar seguro para fazer a troca, com um trocador impermeável, de fácil limpeza

• Uma fralda limpa

• Um saco ou uma lata de lixo para jogar a fralda suja

• Algodão e água morna ou lenços umedecidos

• Fita crepe ou alfinete de segurança, se você for usar fralda de pano à moda antiga. Fraldas de pano mais modernas fecham com velcro ou botão.

• Pomada contra assaduras

• Uma troca de roupa limpa à mão para o caso de a fralda ter vazado, ou de acontecer algum “acidente” no meio da troca

• Um brinquedinho para atrair a atenção do bebê

• Se seu filho for menino, uma fralda de pano dobrada para usar como “escudo” contra eventuais banhos de xixi no intervalo em que o
pênis dele ficar descoberto.

Como se faz a troca?

Para a fralda descartável:

  1. Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebê, mas ainda não retire a fralda suja.
  2. Levante as pernas do bebê e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocô com a própria fralda.
  3. Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pênis do seu filho, para evitar uma chuveirada imprevista.Limpe a parte da frente do bebê com um algodão embebido em água morna ou com um lenço umedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.
  4. Levante as pernas do bebê e limpe bem o bumbum dele.
  5. Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir embaixo do bumbum do bebê. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.
  6. Passe um creme antiassaduras na parte da frente e no bumbum. Esse tipo de pomada costuma ser grudento, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.
  7. Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pênis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pênis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.
  8. Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocô, para isolar o cheiro.
  9. Vista o bebê e lave bem as mãos. Pronto!
    Quando você pegar prática, a troca vai virar uma coisa automática. E não vão faltar oportunidades de treinar, já que o bebê vai precisar de cerca de oito trocas por dia no comecinho.

É verdade que a fralda de pano está voltando à moda?

Em países desenvolvidos, alguns casais estão promovendo um revival das fraldas de pano, alegando que elas são mais baratas e não agridem tanto o meio ambiente quanto o plástico e os detritos das descartáveis.

Existem fraldas em formatos anatômicos, reutilizáveis, com estampas bonitinhas e que se fecham com velcro, que podem ser encontradas em alguns lugares do Brasil. Há quem afirme também que as fraldas de pano causam menos assaduras, e existem bebês que sofrem com alergias às fraldas descartáveis.

Se você considera experimentar as fraldas de pano, só precisa ficar mais atenta ao número de trocas, já que elas ficarão molhadas e poderão incomodar o bebê com muito mais frequência.

Cuidamos do nosso corpo diariamente, mas muitas vezes não temos tempo de passar aquele creminho depois do banho, almoçar de maneira correta ou tomar a quantidade de água necessária. Com o passar dos anos, esses errinhos vão se acumulando e acabam trazendo incômodos, como o excesso de peso, celulite, flacidez, manchas na pele, entre muitos outros. Segundo uma pesquisa, as estrias estão em segundo lugar no ranking das maiores preocupações das brasileiras quando o assunto é estética. As estrias se formam a partir da ruptura das fibras elásticas da pele. Por se tratar de um problema epitelial, ninguém está livre das estrias. Entre as maiores vítimas estão as mulheres grávidas, as pessoas que sofrem com o “efeito sanfona” e até mesmo os homens podem sofrer desse mal. Mas assim como as estrias se multiplicam na nossa pele, a cada dia aumenta o número de tratamentos disponíveis em clínicas e consultórios para acabar com essas marcas tão indesejáveis.

 

 

A formação das estrias


A pele é um tecido extremamente flexível, pois é formado por fibras elásticas – compostas por colágeno e elastina – que permitem que os membros se estiquem para fazer qualquer movimento e, em seguida, retornem ao lugar original. Mas como todo excesso é prejudicial, com o tempo o esforço exagerado pode acabar sobrecarregando as fibras elásticas, que perdem sua capacidade. Algumas fibras podem chegar até a se romper. E é aí que temos o surgimento das estrias. Elas são cicatrizes que aparecem na pele a partir da ruptura das fibras de sustentação. Em geral, o aparecimento das estrias é marcado por um estiramento abrupto da pele. Muitas vezes as estrias não vão ficar aparentes imediatamente. Algumas pessoas notam o aparecimento das listras apenas quando emagrecem. Isso é bastante comum, já que ao perder peso a pele fica flácida e é possível ver as marcas com mais facilidade. Por se tratar de uma cicatriz, não existe nenhum tratamento que elimine totalmente uma estria. Mas os avanços da estética permitem amenizar muito a aparência da pele, fazendo com que as cicatrizes fiquem quase invisíveis.

As principais causas das estrias

Entre as causas mais comuns para o surgimento de estrias está a falta de hidratação constante associada às distensões e estiramentos abruptos da pele. Essas causas costumam acontecer nas seguintes situações:

  • “Efeito sanfona”: para as pessoas que ganham e perdem peso de maneira muito rápida é bastante comum o aparecimento das listras. As estrias se formam porque, quando ocorre o aumento de peso rapidamente, o organismo não consegue duplicar as células da epiderme na mesma proporção do que as células de gordura. Por esse motivo, as estrias costumam aparecer nas regiões onde ocorre o maior acúmulo de gordura – no bumbum, na barriga, nos braços, nas coxas e nos seios.
  • Gravidez:os hormônios, o ganho natural de peso e o estiramento da pele na região da barriga podem resultar no surgimento de estrias. O ideal é controlar o peso e manter a pele sempre hidratada com óleos e cremes específicos para gestantes.A adolescência e a “fase do estirão”:quando o corpo cresce muito rapidamente durante a puberdade ou a adolescência, o organismo não tem tempo para se adaptar às mudanças e a pele acaba sofrendo as consequências. Por isso, é bastante comum vermos adolescentes magros, mas que apresentam estrias.Falta de hidratação:uma pele ressecada – seja pelo sol ou pela falta de hidratação – fica mais frágil e propensa a sofrer a ruptura das fibras de sustentação. Evite banhos quentes e aposte nos hidratantes para se prevenir.Ganho abrupto de massa muscular:o ganho de músculos exige que a pele estique para comportar o novo tamanho da massa muscular. Quando o aumento acontece de maneira muito rápida, a pele estica excessivamente e as fibras elásticas se rompem. Um profissional de educação física pode ajudar no controle dos seus exercícios para que o ganho de músculos ocorra de maneira gradual e evite o aparecimento de estrias.
  • Hormônios: é fato que as mulheres têm propensão ao aparecimento das estrias por conta de dois hormônios presentes no organismo feminino – a progesterona e o estrógeno – que são os principais responsáveis pela ruptura das fibras elásticas da pele. Mas os homens também podem apresentar o problema que, em geral, surge com o ganho excessivo de peso ou falta de hidratação da pele.

Prevenindo o aparecimento de novas estrias

Uma vez que as estrias se instalam na pele não é possível reverter o processo. Mas como as listras passam por um “amadurecimento”, assim que você notar uma manchinha na pele, já pode procurar um dermatologista. No primeiro estágio, as estrias aparecem com coloração rosada ou avermelhada. Nessa fase, elas ainda são consideradas jovens e, por possibilitarem a cicatrização, são mais fáceis de serem tratadas através do estímulo da produção de colágeno. Nesse momento ainda é possível apagar as marcas que a pele apresenta com hidratantes ou cremes específicos. Basta procurar um dermatologista o quanto antes para ele indique o produto mais adequado. O segundo estágio das estrias é após o “amadurecimento” em que as listras ficam “adultas” e apresentam um aspecto esbranquiçado. Quando as marcas chegam nessa fase, o tratamento deve ser mais intenso para forçar a reposição de colágeno e reativar a atividade circulatória da região. Então, para essas estrias é preciso recorrer a tratamentos mais avançados.

A palavra chave para prevenir as estrias é hidratação. Mas é preciso investir em produtos poderosos, que realmente ajam na relação da água com a pele. Procure produtos que estimulem a produção de água ou aqueles que formam uma película que evita a perda de água durante o dia. Confira os rótulos dos cremes hidratantes e invista em substâncias como ureia, PCA-Na ou D-Pantenol. Também existem óleos que agem de maneira muito eficaz contra o ressecamento, como é o caso do óleo de amêndoas, de rosa mosqueta e de uva. Se preferir, peça para seu dermatologista indicar uma fórmula de manipulação. Depois de escolher seu hidratante, use-o diariamente. O momento ideal para passar o creme é logo após o banho, quando a pele absorve mais facilmente o produto e aproveita melhor suas propriedades. A alimentação também pode ajudar nessa luta. É importante consumir alimentos ricos em proteína, que é o nutriente responsável pela formação de colágeno no organismo. Sem proteínas, a formação do colágeno não ocorre e a pele fica suscetível ao rompimento das fibras. Controlar o peso, evitar banhos muito quentes e utilizar protetor solar sempre também são ótimos passos para se ver longe das estrias.

Tratamentos eficazes

Os melhores tratamentos no combate às estrias são aqueles que estimulam a produção de colágeno no organismo, reativam o fluxo circulatório da região e provocam a cicatrização de forma a recuperar o tecido e minimizar o aspecto que as listras deixam na pele. Basicamente, existem três métodos bastante eficazes contra as estrias:

  • Tratamentos químicos:feitos com cremes ou peelings à base de ácidos, que visam à regeneração celular;
  • Tratamentos térmicos:feitos com lasers direcionados para a área afetada – também chamados de fototermólise seletiva –, estimulando a cicatrização e a produção de colágeno;
  • Tratamentos mecânicos: feito por meio da microdermoabrasão, que promove um lixamento da pele com cristais, deixando as estrias menos visíveis ao promover o clareamento da pele.

Entre os métodos descritos acima, os mais comuns são:

  • Fraxel Laser: esse laser trata estrias nos dois estágios, mas é o mais indicado para estrias adultas. Através de microperfurações na pele, a luz estimula a produção de colágeno. Com três sessões é possível minimizar em 90% o aspecto de estrias jovens. Em cinco sessões, a melhora das estrias adultas é de até 70%. As sessões devem ser feitas com intervalos de 15 a 30 dias.
  • Luz pulsada:por ser um tratamento de laser mais leve, muito usado para tirar pequenas manchas da pele, é ideal para tratar estrias no primeiro estágio. Com 5 a 8 sessões é possível deixá-las praticamente invisíveis.
  • Cremes à base de ácido retinoico:os cremes são indicados pelos dermatologistas e devem ser usados diariamente na região afetada. A função do ácido retinoico é promover a renovação celular e assim estimular a formação de novas fibras de sustentação.
  • Peeling de cristal: com o uso de microcristais é feito uma espécie de lixamento na pele. Assim, o peeling elimina delicadamente a camada mais externa, promovendo a regeneração celular. Se aplicado sobre estrias adultas, deixa a região com um aspecto renovado.
  • Peeling químico:são aplicados alguns tipos de ácidos, diretamente sobre a pele, de forma a esfoliar e provocar a renovação das células. A regeneração celular ameniza o aspecto estriado da pele. Alguns casos apresentam uma melhora de 50% a 80%.
  • Transcisão: é um procedimento cirúrgico que requer mais cuidados e é indicado para áreas bastante afetadas. Com o auxílio de uma agulha fina, o médico faz uso de um microbisturi específico para tratar estrias. Ao descolar as laterais da pele com o instrumento, o profissional faz com que as fibras elásticas do local se rompam. Assim, a estria acaba sendo preenchida por colágeno novo e suas bordas se unem, amenizando o aspecto das estriado. Os resultados são bastante satisfatórios, mas como se trata de um procedimento cirúrgico é preciso ter alguns cuidados especiais, como o uso de uma cinta elástica por três meses após o tratamento.

E lembre-se! Sempre que a sua pele apresentar alguma alteração, procure um dermatologista. O dermatologista é o profissional capacitado para analisar a pele de cada paciente e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Quanto antes você começar a tratar o problema, mais cedo a sua pele ficará linda e impecável.

Muito antes de seu nascimento e ainda no ambiente intra-uterino, tem  início     a formação do vínculo entre a futura mamãe e seu     bebê.    Trata-se de um processo de comunicação tão complexo quanto     sutil e  que torna possível esta troca íntima e profunda. O vínculo     é de  importância vital para o feto, pois precisa se sentir desejado     e  amado para propiciar a continuação harmoniosa e saudável     de seu  desenvolvimento.

A formação do vínculo não é automática     e  imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita     de  tempo, compreensão e amor para que possa existir e funcionar  adequadamente.     É, também, fundamental para que possa compensar os  momentos de     preocupações e reveses emocionais maternos e que todos  nós     estamos sujeitos no cotidiano.

O amor e a rejeição  repercutem sobre a criança muito precocemente     mas, para que possa  dar significado a estes sentimentos é preciso maturidade      neuro-fisiológica. Assim, até os três primeiros meses de     vida  intra-uterina, as mensagens enviadas pela mãe são, em grande     parte,  incompreendidas pelo embrião, muito embora possam causar-lhe desconforto     se percebidas como desagradáveis.

À medida que vai  evoluindo, o feto torna-se capaz de registrar e de     dar significado  às emoções e sentimentos maternos. É     quando, então, começa a se  formar sua personalidade, o que ocorre     por volta do terceiro  trimestre de gestação.     A ansiedade materna é, de certa maneira,  até benéfica ao     feto, pois perturbando a neutralidade do ambiente  uterino, perturba-o também,     conscientizando-o de que é um ser  distinto, separado desse ambiente.

Para se livrar desse  desconforto, ele começa a elaborar progressivamente     técnicas de  defesa como dar pontapés, mexer-se mais ativamente,     e que funcionam, para a sensibilidade materna, como um envio de mensagem de     que está sendo perturbado. Se houver sintonia materno-fetal, imediatamente     a futura mamãe capta esta mensagem e começa a passar a mão      delicamente em seu ventre, o que é percebido e decodificado pelo feto     como atitude de compreensão, carinho e proteção, portanto,     como  tranqüilizadora.

Com o decorrer do tempo, a experiência de  desconforto transforma-se em     emoção e tem início a formação de  idéias     sobre as intenções maternas em relação a si mesmo.      Desta maneira, se a mãe for amorosa e tiver uma relação     afetiva rica com seu bebê, contribuirá para que nasça uma     criança confiante e  segura de si. Assim também, se mães     deprimidas ou ambivalentes que,  por uma razão qualquer, privam o feto     de seu amor e apoio,  certamente favorecerão o estado depressivo e a presença     de neuroses  na criança e que podem ser constatados após o nascimento,     pois sua  personalidade foi estruturada num clima de medo e angústia.

Mesmo a gestante que rejeita seu filho comunica-se com ele através do      fornecimento do alimento. Mas, a qualidade desse vínculo é diferente     da mãe que o deseja e esta é a grande diferença, pois não     é apenas  uma comunicação biológica.

Como o feto capta todas as emoções  maternas, as que o fazem entrar     em sofrimento como a ansiedade,  temor e incertezas, provocam-lhe reações     mais fortes e contínuas,  enquanto que as de alegria e felicidade, por     não alterarem o  ambiente intra-uterino, permitem que seus movimentos     permaneçam  suaves e harmoniosos.

O feto sente o que a mãe sente, até como  um atitude de solidariedade,     porém, com intensidade diferente e sem a compreensão materna.     As emoções negativas são percebidas como um  ataque a si     próprio.

É fundamental lembrar que as  preocupações passageiras     e simples do cotidiano não lhe oferecem  risco algum, pois sequer podem     levar o organismo materno à produção  de hormônios.     O que o afeta e prejudica sobremodo são as situações  que     induzem à produção intensa e contínua de hormônios,     como a  ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe.

Outras situações que também acarretam o sofrimento fetal     são o consumo  excessivo de álcool, tabaco e medicamentos pela     gestante, bem como, o fato de comer demais ou se alimentar mal, pois traduzem     uma grande e exacerbada ansiedade materna, além de que, também     são altamente  prejudiciais ao desenvolvimento físico e psíquico     do feto.

Um fator importantíssimo a ser considerado é quando a mulher     é  completamente dependente do cigarro. Neste caso, se a supressão      total deixa-a extremamente ansiosa, há de fazer muito mais mal à      criança do que simplesmente diminuir consideravelmente o número     de  cigarros até atingir a média de um ou dois por dia, e nada     mais além disto.

Se o feto participa de todas as emoções maternas, muitas gestantes     inibem a sexualidade por sentirem-se constrangidas com  esta participação,     principalmente no momento do orgasmo e dos sons e ruídos emitidos pelo     casal.

Apesar disso, convém esclarecer que a atividade sexual não traz     qualquer malefício. Ao contrário : o orgasmo, especialmente na     mulher, é altamente benéfico física e  emocionalmente, e     é através dele que o feto capta o bem-estar geral  da mãe,     a felicidade intensa e, principalmente a tranqüilidade após o orgasmo     e não este propriamente.

Os acontecimentos graves e estressantes como perdas significativas ou situações     que atingem a  gestante diretamente, como brigas conjugais ou com pessoas mais      próximas, são causas de grande sofrimento fetal e, muitas vezes,     não há como evitá-los.

Para diminuir os efeitos nocivos ao feto, a  futura mamãe deve aumentar     os períodos de descanso, oferecer-lhe  apoio afetivo e conversar com ele,     esclarecendo-o dos  acontecimentos.     Embora não haja compreensão das palavras, o feto  capta o sentido     do que lhe é dito e se tranqüiliza. Assim, o vínculo mãe-bebê     não é quebrado.

O perigo maior persiste quando o  feto percebe-se rejeitado pela mãe     ou quando suas necessidades  físicas ou psicológicas não     são compreendidas e atendidas, pois ele  necessita desta troca para sentir-se     amado e desejado.

Concluindo, se o vínculo materno-fetal não foi consolidado durante     o período  gestacional, há de se tentar nas horas e dias que sucedem     ao  nascimento, que é o período ideal na vida extra-uterina e,     se  necessário, com a ajuda de um profissional capacitado.

 

Ana Maria Morateli da Silva Rico

Psicóloga Clínica

O ambiente intra-uterino é o primeiro universo que o ser humano  conhece     e onde se originam as primeiras percepções que irão  determinar     o modo como ele se relacionará com o mundo aéreo,  especialmente     na primeira infância.

Tudo o que acontece  durante esse período é esquecido ao nascer,     porém fica registrado no inconsciente. Ao vivenciar situações     semelhantes, a criança atuará  segundo os mesmos padrões     de comportamento adquiridos na vida  gestacional.

Estruturalmente, o embrião humano já vem programado para a linguagem     desde a concepção. Muito antes de ouvir, o que  ocorre por volta     do terceiro trimestre de vida pré-natal, o feto  capta as vibrações     dos sons das palavras emitidas pela voz materna,  com todas as emoções     que as acompanham.

Com o tempo, vai  aprendendo a simbolizá-las, ou seja, dar-lhes um significado.     Sendo  involuntárias as reações fisiológicas maternas,     como alteração de  seu batimento cardíaco, pressão     arterial e produção hormonal, a  futura mamãe não     pode evitar que o bebê capte seus sentimentos de  maior angústia,     ansiedade ou estresse, pois o ambiente intra-uterino sai da neutralidade e o     coloca em sofrimento.

Neste  momento, se a gestante conversar com seu filho, esclarecendo o que está     ocorrendo, como está se sentindo e como se sente em relação     a  ele, libera os sentimentos, principalmente os mais negativos e diminui a intensidade     da angústia, mantendo-se dentro de certo equilíbrio  emocional,     o que certamente será percebido por ele, pois o ambiente  uterino tornar-se-á     menos agressivo e, portanto, mais neutro.

Esta relação de troca com o feto é fundamental para a     formação e  fortalecimento do vínculo materno-filial. Funciona     como atitude de  respeito e amor pela saúde e bem-estar da criança     que está sendo  gestada.

Durante os meses de gravidez, o feto está diretamente  ligado a tudo     o que a mãe pensa, sente e fala a seu respeito. Em  certo nível,     estão em comunicação direta e permanente. Ele sente as     mesmas emoções que ela e é por elas moldado. Aqui entra,     desta  forma, a importância do ambiente social e familiar mais próximo,     em  especial, a figura paterna. Se tudo o que toca a mãe, toca-o também,     muito cedo o feto percebe a influência que o pai exerce sobre ela e,  conseqüentemente,     sobre ele.

Muito embora alguns pais  sintam-se excluídos fisiologicamente desta     relação, emocionalmente  estão tão ligados quanto     a figura materna e é de extrema importância que adquiram esta compreensão     muito cedo, para que a relação  familiar possa se desenvolver com     maior harmonia e união.

São muitos os futuros papais e mamães que dizem se sentir constrangidos     ao conversar com uma barriga. Este é o conceito mais equivocado, pois     dentro do ventre materno existe um ser em formação e que necessita     desta comunicação para se sentir amado, desejado, compreendido     e  respeitado.

A língua ouvida pelo feto será a sua língua e é      por este motivo que terá maior facilidade em decodificar, aprender e     utilizá-la posteriormente. É tão primordial a comunicação     verbal  durante a gestação que, ao nascer, o bebê, assim     introduzido na  palavra, já terá em seu vocabulário, um     ou dois fonemas.

Além de ser uma fonte poderosíssima de formação     vincular, funciona,  também, como um exercício para a maternidade     e paternidade, um  reconhecimento de que o feto é a mesma pessoa que logo     nascerá e com quem manterão o diálogo já iniciado     na vida uterina e com quem  compartilharão suas vidas.

Se o feto participa ativamente da  manutenção da gravidez e determina     o seu final, seja através do  parto a termo, prematuridade ou aborto,     a sintonia com a mãe é  fundamental em todo este processo, até     mesmo pelo tipo de parto que  será realizado.

Se o parto a termo constitui-se num compromisso  firmado entre mãe e     o feto através de sinais sutis e complexos,  portanto, com a participação     ativa dele, não se pode dizer o mesmo  em relação à     cesariana, quando o bebê é pego de surpresa num momento em que     não estava preparado para nascer.

Assim, a  parturiente deve prepará-lo, esclarecendo o motivo real pelo     qual o  parto será antecipado, quer seja por opção ou necessidade,     bem como, os procedimentos que serão realizados.

Estas atitudes expressam profundo respeito para com o bebê, além     de lhe proporcionar um  suporte emocional necessário num momento repleto     de significados.

O parto, por si só, já é um processo eliciador de trauma     emocional,  haja vista a mudança radical e brusca de vivência que     ocorre com o  bebê. Ele sai de um ambiente tão conhecido, onde os     sons internos  maternos, os sons externos mais abafados, a luminosidade controlada,     a temperatura mais constante, enfim, todo o referencial adquirido por  longos     meses, perde-se repentinamente. Daí a necessidade de  aconchegá-lo     ao peito materno logo ao nascer, para que reencontre e  reconheça este     mesmo referencial que o acolheu durante a vida  pré-natal. Muito mais     que isto, poder ouvir o som da voz materna que identifica quase que simultaneamente     e que pronuncia as primeiras  palavras na sua vinda à vida aérea.

A história de vida do bebê  começa, portanto, anteriormente     ao seu nascimento e pode ser  estruturada de forma mais sadia, com compreensão,     sintonia e  respeito se, desde a concepção, for percebido como     um ser em  formação, como uma pessoa desejante, que sabe expressar     suas  necessidades se houver alguém que possa e consiga captar-lhes o      sentido para satisfazê-las.

Não é necessário longo discurso.  Breves palavras, porém,     intensamente pronunciadas com a mais pura  emoção, hão de     significar muito, pois ele se sentirá compreendido e  aceito, acolhido     e amado por quem mais deseja ser.

Ana Maria Morateli da Silva Rico

Psicóloga Clínica

Até agora, você está bem consciente da gestação, ainda que seu “Mini” ainda não tenha começado a fazer muita bagunça. Você sentirá  algumas dores aleatórias em lugares estranhos de acordo com o crescimento do útero. Tudo isso faz parte da jornada de ser mãe; então, preocupe-se e preste atenção aos chutes sentidos, é a maneira que seu bebê tem para marcar sua presença. Aproveite!

Sua Gravidez: 17 semana de gravidez

Sua Gravidez: 17 semana de gravidez

Seu corpo

Hora de abortar as mensagens contraditórias. Depois de passar toda sua vida tentando evitar ganhar peso, agora você foi aconselhada a engordar. Mas não  em demasia; é claro. Nem ganhar peso de forma errada. É desgastante! A questão de fundo é que se torna essencial para se obter uma quantidade adequada de peso, por meio de alimentos saudáveis, e não milkshakes e sanduíches. Peça ao médico, ou a um nutricionista, elaborar um plano de ganho de peso para você.

Agora não é o momento de dieta. Você nunca deve tentar limitar calorias enquanto estiver grávida, mas também não deve comer demais. Não se preocupe em ganhar mais peso; você pode perderá depois de o bebê nascer. Lembre-se de que uma mulher gestante tem que consumir cerca de 300 calorias extras por dia, o que, na verdade, não é muito; pode ser apenas um pequeno lanche, composto de bolachinhas salgadas com queijo. Então,  não coma por dois!

Seu útero deve estar, nesta fase, cinco centímetros abaixo do umbigo e torna-se cada vez mais arredondado. Quando o seu marido abraçá-la, ele poderá notar a diferença em seu abdômen.

Sentir os movimentos do bebê é um sinal visível à  mãe de que tudo corre bem, especialmente se você          já teve uma gravidez mal-sucedida. Mas, se não          sentiu o bebê chutar, ou não tem certeza, não se preocupe. Geralmente é entre as semanas 16          e 20 que a maioria  consegue sentir e ter certeza de que          foi o bebê que se mexera. Neste período, pode surgir epistaxe, ou seja, sangramentos pelo nariz e pela      gengiva devido à elevação da pressão arterial.

No primeiro caso, deite a cabeça para trás, enrole um gelo      num pano e coloque-o sobre o nariz. Outro ponto negativo a se observar são      os cloasmas (manchas de cor marrom-clara nas bochechas, na testa ou no buço).      Para esse problema ainda não foi encontrada uma solução,      a fim de evitar que as manchas escureçam, não tome sol, caso      contrário, use sempre um filtro solar adequado à sua pele, com      proteção UVA, UVB e UVC. Em casos mais leves, elas somem depois      do nascimento do nenê.

Seu bebê

Falando em ganhar peso, é isso que vai acontecer com seu bebê essa semana. Nessa          semana ele começa a ganhar algumas camadas de gordura          (tecido adiposo), importante para o controle da temperatura e metabolismo do corpo, assim ele não passará frio quando nascer. O peso do seu bebê aumentará cerca de seis vezes ao longo das próximas quatro semanas. Vale a pena saber que você não é a única que está crescendo!

Outros acontecimentos nesta semana:

  • Com 17 semanas de desenvolvimento, a quantidade de água no corpo é de 89 grmas e gordura 0,5 gramas. Ao nascer, o tecido adiposo estará pesando por volta de 2,4 quilos do peso total de um bebê de 3,5 quilos;
  • Dentro ou fora do útero, bebês gostam de brincar e, o seu já deve ter encontrado o seu primeiro brinquedo, o cordão umbilical. Ele gosta de puxá-lo e segurá-lo. Às vezes, segura tão forte que impede a passagem de oxigênio mas, não se preocupe, ele não segura por tanto tempo, portanto, nenhum problema ocorre com essas brincadeiras;
  • Seu bebê está trabalhando arduamente para aperfeiçoar seus reflexos de sucção e deglutição, para melhor fazer suas refeições às 2, 5 e 8 da manhã em poucos meses! Como as unhas das mãos e dos pés já começaram a crescer, quando ele nascer estará na hora da primeira visita a manicure…;
  • Além da lanugem, o corpo do seu bebê também está coberto por uma  substância gordurosa chamada vermix, que tem por finalidade proteger a  pele do seu bebê. A placenta, que tem por finalidade fornecer nutrientes e oxigênio  para o seu bebê, e que também é responsável pela eliminação de resíduos,  continua a se desenvolver. Nesse exato momento ela contém milhares de  vasos sanguíneos que tem por objetivo transportar nutrientes do seu  corpo para o corpo do bebê;
  • A medida de seu bebê esta semana, da cabeça ao bumbum, deve          variar entre 11 e 13 cm. O peso do feto dobrou nas duas últimas          semanas e ele está agora com 110 gramas aproximadamente;

Sua vida

Se o herdeiro ou herdeira do trono terá seu próprio quarto (e não apenas sua própria gaveta), é hora de começar a pensar em como você gostaria de decorá-lo. Não gaste uma fortuna, pois talvez nem o bebê goste. Além do mais, ele vai vomitar, morder e fazer coco no seu quarto novo! 🙁

Qual mãe não gostaria de preparar um lindo cantinho para o nenê que chega? Mas, cuidado para não exagerar na extravagância. O bebê precisa sim de um ambiente aconchegante, porém não de um com excesso de cores.“Não enfeite demais o quarto, o excesso traz confusão visual     e acúmulo de pó”, analisa a arquiteta Carla Arigón     Felippi.

Alguns pontos devem ser observados na decoração. Primordialmente, o bebê necessita de um ambiente tranquilo, especialmente nos primeiros meses, para lhe assegurar proteção de ruídos e de aberturas repentinas de portas e de janelas. Em segundo lugar, a área reservada ao recém-nascido deve ser de fácil acesso para você atendê-lo com rapidez quando necessário.

Uma boa opção para começar a decoração do quarto é planejar a distribuição dos móveis. Todos os móveis devem ser práticos e revestidos com materiais laváveis e resistentes, com pinturas atóxicas e livres de PVC, independentemente do estilo escolhido. Uma dica importante da arquiteta: “Faça uma linha reta entre a janela e a porta do quarto para descobrir o caminho da corrente de vento. Posicione a cama ou o berço fora desse espaço. A partir daí, distribua o guarda-roupa e bancadas”.

As poltronas podem ser de abrir transformando-se numa cama auxiliar, muito útil no caso de quartos para bebês. É importante acostumá-los em seu próprio aposento. Se você for dormir com ele, nos primeiros meses, ficará mais fácil sair do quarto da criança já ambientada. Bem, claro que isso não é uma regra.

Mantenha em mente a segurança do bebê. O recém-nascido será rapidamente ser curioso e começará a andar em seu novo espaço.Compre para você uma roupa confortável e um par de sapatilhas, verá que serã muito úteis durante os primeiros dias em casa. Ah, e naquelas madrugadas de alimentação.

O que você está pensando…

“Eu – Tenho – Somente – Mais – Cinco – Meses – Até – Tudo – Mudar!!!”

Faz bem comer…

Alimentos ricos em ferro, como peixes, frutos do mar e aves; ameixas e outras frutas secas; feijões; hortaliças folhosas (ex: couve, espinafre, brócolis), pois auxiliam na formação de sangue e evitam a anemia durante a gravidez.A Vitamina C auxilia na retenção do ferro; portanto, produtos ricos nessa vitamina, como:

  • Frutas: kiwi, laranja, morango, melão, melancia, mamão, abacaxi, entre outros.
  • Hortaliças: brócolis, pimentão verde, tomate, aspargo, couve-flor, entre outros.

É bom saber…

A alimentação da gestante pode ter um impacto sobre quando seu filho vai entrar na puberdade. De acordo com um estudo neozelandês apresentado, neste mês, no encontro anual da The Endocrine Society, nos Estados Unidos, uma dieta rica em gordura durante a gravidez e a amamentação pode levar os filhos à puberdade precocemente  e à obesidade mais tarde. De acordo com os autores, da Universidade de Auckland, “isso poderia sugerir que o ambiente fetal nas mães alimentadas com muita gordura cumpre um papel mais importante na determinação do início puberal do que a nutrição na infância”.

(Fonte: The Endocrine Society’s 90th Annual Meeting. Junho de 2008)

O choque inicial de estar grávida talvez esteja começado a ir embora; você sente-se confortável. Então, e agora? Bem-vinda ao jogo da espera! Você tem sorte, pois sempre tem uma atividade que pode fazer ou planejar. Mas por que não esperar um pouco e desfrutar da paz e do sossego? Você sentirá falta disso! 🙂

Sua Gravidez: 15ª semana de gravidez

Sua Gravidez: 15ª semana de gravidez

Seu corpo

Ter a energia retornando não significa que você pode abusar ou ficar acordada até altas horas. Com um bebê crescendo, o sono é algo imprescindível. Embora já tenha passado quase cinco meses de gestação, talvez você ainda não  tenha se acostumado com a barriga e esteja encontrando alguma dificuldade  para dormir. O que você deve fazer nesses casos, é procurar uma posição  que seja confortável para você. Experimente alguns dos seguintes truques para dormir melhor.

  1. Se a sua barriga está lhe atrapalhando para ter uma boa noite de sono, rodeie-se de travesseiros e faça um ninho extraconfortável. Às vezes, a temperatura do ambiente afeta o sono, portanto, certifique-se de que o seu ar condicionado está ligado se estiver com muito calor;
  2. Algumas posições de dormir  são mais confortáveis para mulheres grávidas. Se você tem o costume de dormir de lado, procure  deitar-se no seu lado esquerdo. Essa posição é melhor para a circulação sanguínea, o feto recebe melhor os nutrientes e também você facilita os rins a eliminar os restos. Acostumar-se com essa posição já no começo da gestação ajudará a dormir melhor quando sua barriga estiver enorme.

Nessa fase, outro sintoma que talvez esteja lhe importunando é a salivação excessiva,  o que é absolutamente normal na atual circunstância. Embora a  salivação excessiva seja inconveniente, não é algo com o que você deva se  preocupar.

Seu bebê

Embora muitas mulheres não sintam o bebê deslocar até a 17ª semana (ou posterior), o seu pode estar fazendo sua própria festa na Bolsa amniótica (que ele chama de casa). Se você se sentir sua barriga um pouco alvoroçada, pode ser que não seja fome ou gases, talvez seja seu bebê pulando e dando soquinhos na sua barriga.

Veja o que mais deve está acontecendo esta semana:

  • A cabeça do bebê já está bem segura sobre um pescoço bem formado. As sobrancelhas e cílios começarão a crescer. O cabelo também e com um estilo bem criativo;
  • A pele ainda é muito fina. As veias podem ser vistas através dela. Uma fina camada de pêlos, chamada de lanugo, cobre o corpo do bebê. Geralmente desaparece ou diminui consideravelmente antes do nascimento;
  • Apesar dos olhos do bebê estarem fechados e selados, eles já são sensíveis à luz. Os olhos e ouvidos dele, finalmente, estão com suas características reais agora.  Os olhos continuam a se mover para o centro da face mas ainda estão bem longe um do outro. Enquanto seu bebê estiver praticando sucção e deglutição ele poderá também soluçar. Ele soluça quando engole um pouco de líquido amniótico. Soluçar um pouco, além de ser normal, faz bem para o bebê, não se preocupe! Você saberá quando ele está soluçando, pois sentirá um pulinhos na barriga;
  • Os ossos do seu bebê estão retendo bastante cálcio, devido a isso estão começando a ficar cada vez mais duros;
  • Outra novidade desta semana é que o seu bebê irá começar a exercitar os  seus músculos, e talvez você comece a sentir o seu bebê fazer os seus  primeiros movimentos na sua barriga. A princípio você achará um pouco  estranho, mas logo logo você vai se acostumando.
  • Durante o próximo mês, seu bebé irá crescer mais rapidamente, por isso, certifique-se de ingerir alimentos nutritivos e fluidos (água, sucos,…) suficiente para apoiar o seu crescimento. A medida de seu bebê esta semana, da cabeça ao bumbum, deve variar de  93 a 103mm. O peso dele é algo em torno de 55 gramas.

Sua vida

Junto a gravidez aparece um dizer na sua testa: “besta”. Ao menos é dessa forma que o mundo do marketing a vê. Caminhe por uma loja de bebês, e você será bombardeada com mais de 8.000 artigos que “deve” comprar para o bebê. Não se deixe atrair pela propaganda bem-elaborada! Seu bebê necessita apenas de um número bem limitado de produtos ao longo do primeiro ano. Não gaste com o que for surpéfluo, o dinheir pode fazer falta quando o bebê nascer. Além do mais, o que ele mais necessitará é de graça: amor, carinho, atenção, cuidados e LEITE MATERNO. Falando nisso, peça ao Pai Celestial para ter bastante leite.

Ninguém melhor para dar conselhos a você do que uma mulher que já teve filhos, além do seu médico. Possivelmente suas amigas, colegas e familiares dar-lhe-ão dicas como, por exemplo, o que vestiram e o que ficou no armário até voltarem ao tamanho normal. Se elas fizerem isso, não fique envergonhada e pergunte. Com sorte, elas podem lhe emprestar, dar, ou até mesmo vender mais barato, suas “coisas de grávida”.

Caso você não seja fixada em coisas de marca, tampouco faça questão de só ter  produtos novos, poderá economizar um bom dinheiro na hora de formar o enxoval do bebê. Procure por anúncios nos classificados de jornal, ou no Mercado Livre. Você ficará surpresa quanto à forma rápida e barata como as pessoas querem se livrar de seus artigos de bebê (carrinho, berço, banheira, cadeirinha para o carro,…).

Antes de se dirigir às lojas, pegue uma amiga-mãe confiável para ajudar a mantê-la organizada e um pouco mais imune à compra de artigos desnecessários ou muito caros. Todas as compras feitas não tem de ser de produtos para o bebê. É importante que se  sinta bem, então cuide-se! Da próxima vez que for a uma loja, compre algo para você, pode ser um batom novo ou qualquer artigo que a faça sentir-se bem!

O que você está pensando…

“Por que eu sinto como se tudo isso estivesse acontecendo tão rápido e tão lentamente ao mesmo tempo?!”

Faz bem comer…

Nesta semana seu bebê vai precisar de uma dose extra de cálcio! Procure não deixar de comer proteínas, vitaminas, ferro,… Veja alguns alimentos ricos em cálcio: leite; iogurte; peixe; espinafre; amêndoa; gergelim; sardinha; flor crua de brócolis; aveia; couve-manteiga; avelã; castanha-do-pará; agrião.

A absorção de cálcio pode ser prejudicada por alguns fatores, como a presença de ferro, um mineral presente em carnes e ovos principalmente. Por isso, procure não consumir alimentos ricos em ferro junto aos abundantes em cálcio.

Dicas nutricionais para melhor aproveitamento dos nutrientes dos alimentos:

  • Cozinhe os alimentos com casca e só depois os descasque;
  • Não cozinhe demais os legumes. Isso evita a perda de vitaminas e minerais;
  • O ideal é comer verduras cruas;
  • Coma frutas como maçã e pera com casca;
  • Consuma frutas logo depois de cortadas;
  • Prefira cozinhar com óleo ao invés de banha;
  • Quando for ao mercado, veja o prazo de validade dos produtos;
  • Guarde  frutas e legumes em lugar fresco, à sombra ou nas gavetas de baixo da  geladeira. Elas devem ser consumidas dentro de uma semana;
  • Coloque os vegetais para cozinhar em panelas tampadas e com o mínimo de água fervida possível;
  • Dê  preferência ás panelas de ferro, de porcelana, de vidro ou de barro para o  cozimento. As de alumínio ou as antiaderentes, com o uso, liberam  substâncias tóxicas que ficam impregnadas nas frutas e nos legumes;
  • Reutilize  a água do preparo dos alimentos para fazer arroz, feijão, sopas e  molhos, pois ela é rica em nutrientes e em sais minerais.

É bom saber…

Como usar o cinto de segurança corretamente: Um detalhe que você deve prestar atenção, enquanto estiver dirigindo, é a forma correta de colocar o cinto de segurança.

Cinto de Segurança

O modo correto de usar o cinto de segurança e evitar que ele se  torne uma arma em caso de acidente, é colocar a faixa diagonal do  cinto passando pelo tórax e a faixa inferior posicionada embaixo da  barriga, assim como na imagem acima.

Futuro papai

Seja carinhoso com a futura mamãe. Pesquisas revelam que, quanto mais carinho      a mãe recebe, mais carinho ela transmite ao bebê e a você      também. Lembre-se que carinho não é sinônimo de sexo. Apesar de o sexo não fazer mal à gestante nem ao seu bebê, pois este está protegido e o pênis não o alcança. Saiba que o sexo vai depender do estado emocional de sua esposa,  com o turbilhão      de hormônios que a gravidez provoca a libido fica alterada. Por isso, seja compreensivo. Algumas      mulheres sentem mais vontade de fazer amor enquanto outras não. A relação sexual só é contraindicada em alguns      casos de histórico de aborto e quando há perda de líquido      amniótico ou de sangue.

Você está, oficialmente, em seus dias de glória: o segundo trimestre. Os níveis de energia estão se estabilizando, a quantidade de náuseas reduziu consideravelmente, e você pode mostrar aquela barriguinha linda. Caso você ainda não tenha dado a notícia aos amigos e familiares, esse é um grande momento! Isso se as pessoas já não adivinharam!

14ª semana de gravidez

14ª semana de gravidez

Seu corpo

Você atingiu a luz do fundo do túnel. Ao menos,  a do primeiro, pois haverá mais. Possivelmente, você não se sentia tão bem há semanas. Se você não estiver bem ainda, não se preocupe; sentir-se-á melhor em breve! Curta a suspensão temporária do mal-estar. Se você não tiver se aproveitado do estado de grávida, recupere o tempo perdido durante esta semana: .durma bastante esta semana, faça seu maridão suprir todas as suas necessidades de grávida, deixe sua mãe tratá-la como um bebê, receba os amigos em sua casa ou pegue um dia de folga do trabalho. Com certeza consegue pensar em mais coisas, pois é criativa.

Você nunca pensou que teria vontade de fazer “aquilo” novamente, certo? Como os seus níveis de energia estão aumentando, o interesse pelo sexo pode aumentar também. Se as tuas costas começaram a doer, agradeça a outro hormônio, a relaxina. Ela faz jus ao nome,  relaxa os músculos e amolece as articulações do seu corpo para ajudar a expandir a sua pélvis e as articulações no quadril, dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto. Além disso, esse hormônio tem ação importante no útero para que se distenda, à medida em que o bebê cresce. A relaxina tem o seu pico de produção na 14ª semana e permanece em seu sistema depois de o bebê nascer, caindo rápidamente os seus níveis.

Se, nesta semana, você estiver sentindo um pouco de contrações ou sensações de que seu corpo está se esticando, não entre em pânico. São seus ligamentos e órgãos em movimento para acomodar o seu neném, que não pára de crescer. Não se preocupe, todos os seus órgãos voltarão para o seu devido lugar logo após o nascimento. O coração da mãe bate mais forte e rápido para      bombear um maior volume de sangue.

Seu bebê

Pense nisso deste modo: Você já passou por um terço do caminho! Agora é que as “grandes coisas” acontecem, como o desenvolvimento do esqueleto e dos demais órgãos, o seu bebê inicia um período de rápido crescimento cerebral, acúmulo de gordura entre outros trabalhos.

Destaques desta semana incluem:

  • O seu bebê agora tem impressões digitais! Escreva isso no seu diário ou blog! Acredite ou não, ele criou as impressões digitais sozinho enquanto nadava no líquido amniótico. Conforme movias as mãos a pele nas pontas dos dedos adquiria uma forma única, aquelas ranhuras. É por isso que ninguém sobre a terra tem as mesmas impressões digitais, nem mesmo gêmeos idênticos! Interessante, não é? Os braços do bebê estão na proporção do seu corpinho, mas suas pernas ainda estão curtas em comparação ao resto do corpo;
  • Mecônio, também chamado de ferrado, constitui-se nas primeiras fezes eliminadas pelo recém-nascido. O intestino dele está começando a se carregar de mecônio nesta semana, o que significa que você não pode esquecer de comprar uma garrafa de azeite de oliva, uma das poucas coisas que pode tirar essa coisa pegajosa, e cá entre nós nojenta, do bumbum do seu bebê;
  • O pescoço está se alongando e o queixo ainda repousa sobre o tórax. Nesse ponto, nosso pequeno ser recebe todo seu alimento da placenta. Você deve tentar ouvir o coração do bebê com aparelho “Doppler”. Não se assuste se não conseguir ouvi-lo, um exame de ultra-som poderá confirmar a presença dos batimentos cardíacos do neném;
  • Seu bebê continua ganhando novos talentos impressionantes, como a pratica e o controle de movimentos musculares voluntários, isto irá ajudá-lo a sujar a sua cozinha enquanto você estiver tentando alimentá-lo, mais só mais tarde;
  • Se for menino, a próstata começa a aparecer. Nas meninas, os      ovários descem até a pelve. Se você vai ter uma Gisele Büdchen pode ser interessante saber que no momento          ela tem cerca de 2 milhões de óvulos em seus ovários;          até o nascimento, terá apenas 1 milhão e quando completar 17 anos,  estará carregando cerca de 200.000 óvulos (quem foi que contou tudo isso?);
  • O seu bebê está se alimentando através da placenta. Por isso, é  importante que você saiba que tudo o que come pode penetrar na  parede da placenta e influenciar na saúde dele. Vale ressaltar  que, além dos alimentos que você ingere, produtos que entram em contato  com a sua pele também podem impactar na saúde do bebê. Portanto, esteja  certa de fazer as escolhas corretas e seguras.

Sua vida

Só de pensar em seguro de vida pode lhe deixar triste, porém, em breve, terá mais alguém para proteger e precisa ter certeza de que, se o pior acontecer, seu filho terá bons cuidados. Se possuir condições financeiras, é hora de fazer um levantamento das seguradoras e de preços. Também considere que tipo de cobertura é mais adequada para à família.

Apesar de no Brasil não termos por cultura a criação de testamento e de ser um tópico desagradável de se abordar, principalmente, quando o tópico principal é gravidez, é importante criar um. Ainda que confiemos no Senhor Deus, nunca sabemos quais são Seus planos. Um testamento não funciona somente em ordem patrimonial, mas também podem ter disposições de outra natureza, como a nomeação de um tutor, ou guardião legal, para seu filho, caso algo venha a acontecer com os pais. Essa é uma decisão dura, e você precisará de algum tempo para fazer a escolha certa.

Mudando de assunto… Agora que você está se sentindo muito melhor, é hora de sair de casa e fazer alguma atividade. Desfrute de sua energia e tamanho. Faça caminhadas; pratique esportes leves, vá nadar, velejar, fazer piqueniques com os amigos; viaje com seu amoreco; vá à praia, mas cuide-se com a exposição solar; comtemple as estrelas. Seja lá o que for, simplesmente saia e movimente-se.

O que você está pensando…

“Meu marido que se prepare; a noite promete!”

Faz bem comer…

Caso você transpire muito devido ao calor, beba bastante líquido. Água é bom e também outros líquidos, como suco de laranja, leite e bebidas isotônicas, são importantes porque repõem os eletrólitos que são perdidos no suor. Tenha cuidado com a reposição somente de água; a hidratação excessiva por água pode diluir os eletrólitos ainda mais e causar fadiga muscular, cãibras e, em casos raros, perda de consciência. Se tiver sede, é sinal de que você já está desidratada; então, tenha certeza de que está ingerindo líquido suficiente ao longo do dia.

É bom saber…

Para que Serve a Placenta e o Cordão Umbilical?

A placenta permite que o embrião não seja expelido pelo organismo      da mulher por ser considerado um corpo estranho. Deixa que o bebê faça      trocas com o organismo da mãe só de substâncias boas para      ele, o que não é boa a placenta não deixa passar. O crescimento      intrauterino depende muito do bom funcionamento da placenta.

O cordão umbilical é constituído de duas artérias      e uma veia. Vai do umbigo do bebê até a placenta. As artérias      levam o sangue com impurezas do bebê para que faça trocas com      o organismo materno. Assim, a veia traz de volta o sangue limpo e      rico em nutrientes e oxigênio.

Exposição ao sol na gestação

Na gravidez, aumenta a chance de manchas aparecerem porque as células responsáveis pela pigmentação da pele são mais estimuladas. Caso surjam, as manchas podem se acentuar com a exposição ao sol. Por isso, o ideal é ficar longe dele e usar filtros solares com fator de proteção 25, no mínimo. Quem trabalha na rua ou se expõe à luz fluorescente deve aumentar a proteção para 30. Quem já tem manchas deve usar filtro com fator de proteção solar ainda maior.

Cremes com vitamina C não interferem na gravidez e podem ser usados à noite, para ajudar a clarear a pele. Após o parto, as manchas tendem a regredir em seis meses. Se não desaparecerem, então é hora de consultar um dermatologista para receber a indicação adequada de tratamento.

Futuro papai

Como vai, papai? Muito estressado e preocupado com as finanças, fazendo      horas extras e aborrecendo-se com as despesas? Respire fundo e tente avaliar      sua real situação. Veja se suas preocupações estão      fora da proporção das necessidades da família.

Muitas      vezes, os homens esperam lidar com as finanças familiares,      que se tornam o foco principal de atuação do pai; na      verdade, estão escondendo as reais preocupações – o medo      de ser pai e a gravidez. Pense a respeito de suas reais preocupações.

Depressão na gravidez: quais são os principais sintomas e tratamentos

Grávida deprimida sente muita culpa. Afinal, todos esperam que ela esteja pulando de alegria. Mas é preciso ficar atenta com os primeiros sinais de que algo não está bem 
 
 O teste de gravidez deu positivo. O bebê com que você tanto sonhou está a caminho. Seu marido ficou maravilhado e está dando um superapoio. Enfim, tudo está correndo bem. Mas, então, por que é tão difícil levantar da cama de manhã? Por que é tão difícil comer, dormir, ver graça nas atividades que antes davam prazer? Se você se reconhece nesse dilema, pode estar com depressão
 
A doença atinge de 10% a 20% das mulheres grávidas, e algumas delas podem ter de tomar medicação como forma de tratamento. Segundo Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio-Libanês, embora não exista um antidepressivo que possa ser indicado para a gestante com 100% de segurança para o bebê, em casos graves é fundamental o médico avaliar o risco-benefício daquela medicação.

 

Um estudo realizado pela Universidade de Montreal, no Canadá,mostrou que os antidepressivos podem causar até 68% mais riscos de a mulher sofrer um aborto. Como explica Ivan Morão, psiquiatra da maternidade Pró-Matre, um dos riscos do antidepressivo é o tempo de permanência no organismo. “Muitos, como a fluoxetina, podem até mesmo passar para o leite materno”, diz Morão.

 

Nos casos mais leves, a psicoterapia ajuda bastante, diz o psiquiatra Eduardo Navajas Jr. ‘Os benefícios são inúmeros’, diz ele. Para Alexandre Pupo Nogueira, nessas situações, o melhor são tratamentos alternativos, como relaxamento, produtos fitoterápicos. É preciso lembrar que, assim como qualquer remédio na gravidez, o uso dos antidepressivos também requer muito cuidado. Se você já fazia uso deles antes mesmo de saber que estava esperando o bebê, converse com o seu médico para que ele avalie a continuação do tratamento.

 

Até porque um quadro extremo não tratado também pode prejudicar o feto e levar a episódios depressivos no pós-parto. ‘O cansaço de cuidar do bebê, a insegurança, a mudança da dinâmica familiar, tudo contribui para que os sintomas piorem no puerpério’, diz a ginecologista Sue Yazak Sun. Por isso, nessa hora, é melhor mesmo procurar ajuda. E não apenas a dos médicos, apesar de ser fundamental você ficar à vontade para falar tudo o que está sentido para ele. Conversar com amigos e o seu companheiro, dividir tarefas, descansar e reduzir a carga de trabalho diminuem o estresse sobre a mulher e ajudam a melhorar os sintomas. E, principalmente, tentar se livrar da culpa. A pressão para que tudo saia perfeito é grande, a idealização também. Ninguém aguenta um peso desses. Por isso, é melhor depositar a carga no chão e ficar mais leve, mais sossegada. Por você e por seu bebê. 
 

Fatores de risco

A gravidez é um momento muito especial na vida da mulher sob todos os pontos de vista: emocionais, biológicos, sociais. A mudança de hormônios e as expectativas com a gestação podem causar as famosas flutuações de humor. A mulher pode ter crises de choro e ficar com a sensibilidade à flor da pele. Isso tudo é normal, comum e não deve ser motivo de preocupação. Algumas mulheres, porém, podem ser mais sensíveis que o normal a essas alterações, e isso pode levar a um caso de depressão.
 
Antigamente, acreditava-se que a gravidez fosse uma espécie de proteção natural contra a depressão. ‘Alguns obstetras ainda acham que a gravidez é um período só de bem-estar’, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr. Ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão na gestação, mas alguns fatores indicam mais chances de a grávida ter o distúrbio.
 
Mulheres com histórico anterior de depressão, por exemplo, têm mais chances de desenvolver a doença durante a gravidez. Além disso, problemas no casamento, condições socioeconômicas baixas e passar por experiências traumáticas no período também contribuem para a doença. Se a gravidez for indesejada, a chance também aumenta, assim como se houver predisposição genética, ou seja, casos de depressão na família. Mesmo assim, é possível que mulheres que estejam bem, sem qualquer um desses problemas, também desenvolvam a doença.
 

Tudo cinza

Quando a depressão se instala, a mulher apresenta problemas para se alimentar e para dormir. Ou come demais ou não come nada, ou tem sonolência excessiva ou insônia. A libido diminui, a energia também. A paciente perde o prazer pelas atividades cotidianas, de que normalmente gostava. Pode ter sentimentos de culpa ou pânico, e até mesmo pensamentos suicidas. Curiosamente, as mulheres que ficam deprimidas durante a gravidez pensam em suicídio como em outros períodos da vida, mas o índice de tentativas é bem menor que em qualquer outra época. Nesse caso, a gravidez funciona, sim, como uma espécie de proteção.

 

Ela se sente culpada, claro. Todos esperam que esteja imensamente feliz, em êxtase. Por isso, muitas gestantes silenciam, e não contam aos médicos ou familiares que estão se sentindo tristes, infelizes. Isso leva a um subdiagnóstico nessa fase. O risco de não se tratar a doença é enorme. Gestantes com depressão tendem a não seguir corretamente as orientações do pré-natal. Não se alimentam nem dormem bem, têm mais chance de fumar e beber.

 

Afora os riscos causados pelos sintomas, a depressão por si só pode alterar o desenvolvimento do bebê. Ele tem mais chances de nascer prematuro e com baixo peso. Além disso, gestantes com ansiedade ou depressão têm mais chances de ter bebês que terão problemas de sono por volta dos 18 meses, pesquisas realizadas com animais sugerem que pode haver danos na formação de estruturas do sistema nervoso central e até morte de neurônios. ‘Ainda não sabemos por que isso ocorre, mas tem a ver com mudanças hormonais, que podem causar alterações no fluxo sangüíneo para o útero’, diz o especialista. Diante dos riscos, fica claro que é importante detectar e tratar a doença.
 

Quais são os sintomas?

Se você se identifica com a maioria das descrições abaixo, converse com seu médico.

  • -Sentimentos depressivos, tristes, na maior parte do dia, quase todos os dias, por no mínimo duas semanas
  • -Perda de interesse ou prazer em atividades de que normalmente gosta
  • -Fadiga, falta de energia
  • -Inquietude
  • -Sentimentos de culpa ou de inutilidade
  • -Dificuldade de se concentrar
  • -Distúrbios do sono – tem insônia ou dorme demais
  • -Distúrbios de apetite – come demais ou não sente vontade de comer
  • -Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio  

Considera normal uma certa ansiedade na gravidez? A que tipo de fatores se encontra associada essa ansiedade?

A gravidez é, de um modo geral, um período que corresponde à elevação dos níveis de bem-estar da mulher. Mesmo nos casos em que a gravidez não é planeada, e depois do “choque” inicial, o mais provável é que a mulher se sinta mais calma do que o habitual. É também por isso que, quando existem níveis elevados de ansiedade, não é fácil assumir o problema, falar abertamente sobre isso. Existem algumas situações que aumentam os níveis de ansiedade da grávida:

  • Gravidez não planejada associada a uma relação recente. Apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais informada, continuam a surgir muitas gravidezes não planeadas em relações que ainda não estão “maduras”. Mesmo que os progenitores sejam adultos com a carreira estabilizada, o carácter recente dos laços afetivos pode gerar algumas dúvidas acerca da viabilidade da relação. Além disso, de um modo geral, é preciso tempo para que os membros do casal se conheçam aprofundadamente, pelo que o aparecimento de uma gravidez nestas circunstâncias pode implicar o confronto com demasiadas mudanças em simultâneo, gerando o aumento dos conflitos e a elevação dos níveis de stress.
  • Gravidez após um longo período de infertilidade. Mais do que em qualquer outro caso, os casais que passam por dificuldades em concretizar uma gravidez de termo possuem expectativas muito elevadas em relação ao nascimento de um primeiro filho, pelo que um resultado positivo no teste de gravidez nem sempre dá lugar à festa e à serenidade esperadas. Estes casais são normalmente pessoas sedentas de informação, que lêem tudo o que está disponível sobre o assunto e que facilmente se exasperam perante situações comuns que encaram como ameaçadoras. Nalguns destes casos o período de infertilidade deixou marcas profundas na comunicação do casal, pelo que a gravidez acaba por surgir numa fase em que a grávida não se sente capaz de reivindicar o apoio do marido.
  • Conflitos com a família de origem. A gravidez corresponde ao período mais belo da maioria das mulheres mas esta felicidade pode ser ensombrada pelos traumas do passado, concretamente pelos conflitos com a família de origem. Quanto mais tensa for a relação da mulher com a sua própria mãe, por exemplo, maior será a probabilidade de , nesta fase, existir a vontade de fazer tudo na perfeição e, em muitos casos, esta vontade aparece acompanhada da determinação em fazer as coisas exatamente de forma oposta ao que a progenitora fez no passado. A verdade é que estes conflitos não resolvidos acabam por condicionar o bem-estar da mulher, comprometendo a saúde do bebé e a viabilidade da gravidez.
  • Dificuldades sérias na relação conjugal. O nascimento de um filho deveria estar associado à vontade de dar continuidade ao amor que uniu os progenitores. Infelizmente, nem todas as gravidezes surgem numa altura em que os membros do casal estão em harmonia. Pior do que isso: nalguns casos a gravidez surge precisamente na sequência de uma tentativa para salvar a relação. Como a gravidez também corresponde a alterações no corpo e no estado emocional da mulher, a intimidade pode ficar ainda mais comprometida nesta fase, agravando o stress conjugal.
  • Idade avançada da mulher. Nos dias de hoje os casais adiam o nascimento do primeiro filho em função da estabilidade profissional, pelo que são cada vez mais frequentes as gravidezes depois dos 40 anos. Como nesta fase da vida a probabilidade de surgirem malformações genéticas é mais elevada, nem sempre é fácil gerir o stress que está associado a esta possibilidade. Mais do que nunca, é preciso que a comunicação do casal seja eficaz e que, a dois, seja possível tomar decisões a respeito da realização da amniocentese e dos riscos associados a esta e a outras decisões.
  • Dependência de substâncias. Algumas grávidas sentem-se incapazes de interromper o consumo de tabaco, álcool ou a toma de determinados medicamentos, ainda que reconheçam que esta dependência possa afetar a saúde do bebé. Esta ambivalência acarreta sofrimento, desgaste nas relações afetivas (já que é muito difícil para quem está de fora aceitar esta escolha) e a expectável elevação dos níveis de ansiedade da grávida.

De que forma pode afetar a saúde da grávida?

A nossa saúde emocional condiciona a saúde física, pelo que o mesmo é verdade durante a gravidez. A elevação dos níveis de stress está associada a perturbações do sono, perturbações do comportamento alimentar e estas afetam toda a saúde física da mulher grávida, comprometendo a viabilidade da gravidez.

Quais as repercussões em termos da viabilidade da gravidez e da saúde do feto?

O estado emocional da grávida condiciona a saúde do bebé e a viabilidade da gravidez. Ainda que existam muitas situações desconhecidas que possam estar na origem de um aborto espontâneo, hoje sabe-se que a elevação dos níveis de ansiedade é um dos fatores subjacentes a esta problemática. Além disso, quando o feto é exposto a níveis intensos de cortisol (hormona do stress) aumenta a probabilidade de empobrecimento do desenvolvimento cognitivo. Quando isto acontece, a criança pode sentir mais dificuldade em manter a atenção ou em resolver problemas.

 

Quais as estratégias para gerir o stress e a ansiedade no dia-a-dia durante a gravidez?

  • Relativizar/ socializar. Mais do que nunca, importa que a grávida seja capaz de relativizar as dificuldades em vez de ruminar sobre os problemas e, assim, impedir que o stress tome conta do seu dia-a-dia. Claro que os pensamentos automáticos negativos podem ser difíceis de travar e por isso é que é fundamental que a grávida partilhe as suas dificuldades com as pessoas em quem confia. Até os pensamentos mais disparatados devem ser partilhados já que daí resulta a possibilidade de se desfazer equívocos e racionalizar sobre os problemas. De resto, o isolamento social anda de mãos dadas com os transtornos depressivos e ansiosos, pelo que é fundamental que a grávida se sinta amparada e que se esforce por socializar.
  • Definir objetivos claros. A idealização excessiva é meio caminho para a elevação dos níveis de ansiedade, pelo que importa que a grávida seja capaz de abdicar de algumas metas utópicas e saboreie a gravidez. A identificação das metas desejadas deve ser partilhada com o pai, negociada, no sentido de não haver o risco de um período tão belo ficar associado a uma lista interminável de preocupações. Não tem de ser tudo perfeito.
  • Pedir ajuda. Tal como acontece em relação à saúde física, as alterações no estado emocional da mulher devem ser alvo da devida atenção. Se não tentamos resolver sozinhos todos os problemas que nos condicionam fisicamente, por que o faremos no que toca à saúde emocional? Quanto mais cedo a grávida pedir ajuda, maior a probabilidade de se sentir estável e segura por altura do parto.

Qual o papel do companheiro neste processo?

Para o bem e para o mal, a qualidade da relação conjugal condiciona o estado emocional da grávida. Se a relação for estável, segura, uma fonte de suporte e de afetos, então é mais provável que a grávida se sinta capaz de falar abertamente sobre o que a perturba e até procure ajuda mais cedo. Pelo contrário, se a fonte de ansiedade estiver relacionada ou for agravada pelas dificuldades na relação conjugal, então o desamparo é maior e o desespero pode ser gerido isoladamente.

Quais os sinais de alerta para estados mais graves de ansiedade na grávida?

Estamos habituados a constatar na maior parte das mulheres grávidas uma serenidade contagiante, pelo que os sinais de agitação e tristeza são indícios claros de que algo não está bem. Por outro lado, se a grávida não se envolve com o desenvolvimento do feto, não vai às consultas de acompanhamento da gravidez e/ou não mostra entusiasmo na preparação da chegada do bebé, é possível que estejamos perante a existência de uma perturbação de humor que tem mesmo de ser alvo da atenção especializada.

Que tipo de ajudas deve solicitar nestes casos?

O aparecimento de um transtorno depressivo ou ansioso requer quase sempre o acompanhamento multidisciplinar, que envolve consultas de Psicologia (muitas vezes com uma componente familiar), Medicina Geral e Familiar e Obstetrícia. O primeiro passo deve ser a partilha honesta destas dificuldades com um psicólogo experiente e/ou com o médico de família.

O leite materno é completo. Isso significa que até os 6 meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Depois dos 6 meses, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos. Você pode continuar amamentando até 2 anos ou mais. O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de muitas doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e quentinho. Isso sem falar que a ama­mentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.

A amamentação também traz muitos benefícios para a mãe:

  • Reduz o peso mais rapidamente após o parto;
  • Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e  de anemia após o parto;
  •   Reduz o risco de diabetes;
  •   Reduz o risco de câncer de mama;
  •   Se a amamentação for exclusiva, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

Como tornar a amamentação mais tranqüila e prazerosa:

Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário para mamar. Dê o peito ao seu filho sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário de mamadas.

Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.

  • A melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
  • Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
  • O leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
  • Na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.

Dificuldades na amamentação

Rachaduras no bico do seio:

As rachaduras aparecem quando a criança não está pegando bem no peito da mãe. Se a pega do bebê não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.

Seios empedrados:

Quando isso acontece, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.

Pouco leite:

Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.

Leite fraco:

Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom. A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco; Nem todo choro do bebê é de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto; sabendo disso, não deixe que idéias falsas atrapalhem a amamentação.

Vantagens para o bebê:

Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até à morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Vantagens para a mãe:

A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

Doação de leite materno:

O leite materno armazenado nos bancos de leite humano é utilizado para atender bebês prematuros ou doentes que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. O Brasil possui a maior rede de bancos de leite humano do mundo, são 186 no país todo!

Quem pode doar:

  • Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los;
  • A doadora não pode fumar, beber ou tomar medicamentos;
  • Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica;
  • Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite;
  • Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus.
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